uma estampa que cega
(ele colhe madeiras para o temporal )
virtude que inverga
(merenda que os homens esqueceram )
você estranho merece as unhas
(um destino abrupto preso em pele)
uma mar que não deserta
(uma ruína que contrói )
se soubesse a meta da metade
não me teria com silêncio de abelha
nem arregaria olhos para escondidas
menos malha com traça alheia
eu quero
sujeira da mobília
cheiro perdiçado
calor que cala , le turbilion
tempo presente sem aula
passado para vestir
de volta
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lendo Manoel
Caro Manoel,
você me saiu barato.
És um barato que corre,
num esgoto ao inverso,
nesses ternos versus nus.
Você vai me engolir.
Uma temporada no seu estômago
não me fará mago,
mas decidi ficar lá
até o ácido
me causar estrago.
Obrigada pelo barro,
Manoel,
argila.
você me saiu barato.
És um barato que corre,
num esgoto ao inverso,
nesses ternos versus nus.
Você vai me engolir.
Uma temporada no seu estômago
não me fará mago,
mas decidi ficar lá
até o ácido
me causar estrago.
Obrigada pelo barro,
Manoel,
argila.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Chá sina
Hora do chá paisagem de cruzadas
silêncio interroga resposta
de quando em vez encosta
do olho com olho surge olhadas
Mão à caça a mesa esconde
o sorriso é piso de porcelana
palavra que não sai chama
fuga rápida sabe onde
Não foi o chá que queimou a boca
a culpa é de ninguém corversa oca
Quem sabe da última?
nem todo querido rima
nem todo íntimo intima
seis da tarde
também obra
chacina
silêncio interroga resposta
de quando em vez encosta
do olho com olho surge olhadas
Mão à caça a mesa esconde
o sorriso é piso de porcelana
palavra que não sai chama
fuga rápida sabe onde
Não foi o chá que queimou a boca
a culpa é de ninguém corversa oca
Quem sabe da última?
nem todo querido rima
nem todo íntimo intima
seis da tarde
também obra
chacina
Canção Cansada
tinha lá
todos os seus dedos
e mexiam
todos os cílios
e piscavam
tinha lá
ambos braços
bóia de sangue
toda a costa
para peso de mundo
tinha lá
um corpo para morte vã
um cão comnhania humana
sofrimento vindo de amanhã
sem leite
sem teta
sem cama
tinha lá
no viaduto
uma morte anunciada
analfebtos lerem
que a morte não serve
pra nada
tinha lá
uma perda à deriva
para domar olhos
a olharem com pena
apenas
a
sua
vida
todos os seus dedos
e mexiam
todos os cílios
e piscavam
tinha lá
ambos braços
bóia de sangue
toda a costa
para peso de mundo
tinha lá
um corpo para morte vã
um cão comnhania humana
sofrimento vindo de amanhã
sem leite
sem teta
sem cama
tinha lá
no viaduto
uma morte anunciada
analfebtos lerem
que a morte não serve
pra nada
tinha lá
uma perda à deriva
para domar olhos
a olharem com pena
apenas
a
sua
vida
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Desfiar
tu sempre quer me salvar.
a água está pela canela
e ainda você se pré ocupa pós ocupa.
o dia em sinfonia
de beleza sem ficção
tu procura instrumento sem fôlego
canto sem encanto, confundi grito
sempre com rito de perigo.
mudez com perda de voz.
um beijo raso busca corda
para me tirar do poço
uma invertida de pescoço
corre tranca a janela.
mas amor de cor
também afoga
sabe com ar
aquele que tu me rouba.
a água está pela canela
e ainda você se pré ocupa pós ocupa.
o dia em sinfonia
de beleza sem ficção
tu procura instrumento sem fôlego
canto sem encanto, confundi grito
sempre com rito de perigo.
mudez com perda de voz.
um beijo raso busca corda
para me tirar do poço
uma invertida de pescoço
corre tranca a janela.
mas amor de cor
também afoga
sabe com ar
aquele que tu me rouba.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Outubro em ló
A tarde de saia leve e tu de sopro contente
me encontra na praça XV
agradeçe o bom tempo
do suor explica, sede .
na conversa encena peça
que eu rio a cada educada
lembra amor caraguanjeira
eu desvio a proucura de chuva no céu.
Conta da vida que não desquadra
que não tem onde pendurar
que não tem que a veja
eu me enterro viva no relógio de pulso .
tu faz música do nosso passado
eu des cubro a falta de dança
era culpa do ímpar do par
uso desculpa de nuvem preta e febre que não veio .
Deixo nos ares um 'chega'
fujo para chegar, a deixa
eu contente sopro:
dessa tarde agora saia
me encontra na praça XV
agradeçe o bom tempo
do suor explica, sede .
na conversa encena peça
que eu rio a cada educada
lembra amor caraguanjeira
eu desvio a proucura de chuva no céu.
Conta da vida que não desquadra
que não tem onde pendurar
que não tem que a veja
eu me enterro viva no relógio de pulso .
tu faz música do nosso passado
eu des cubro a falta de dança
era culpa do ímpar do par
uso desculpa de nuvem preta e febre que não veio .
Deixo nos ares um 'chega'
fujo para chegar, a deixa
eu contente sopro:
dessa tarde agora saia
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Sessão de Cinema
Cinema mudo trilha de mundo. últimas cadeiras e escuro que não medra.mão que bóia em mão nada em perna.a perna corre nas minhas.aqui ninguém é mocinho mocinha.como é triste ficção espelha de real sai o contrario eu choro reto e ele ri correto.azul e amarelo, onda continua aqui.a mão dele escorrega no meu corpo penso ser obra e ele moldura que dá valor.o dia um coral sem vergonha.filme roda nessas línguas giro e caio nele.luto com a poltrona,pedestal de decência.desalinho seu cabelo costuro essas bocas. Não me enroupa.filme acaba como vida e choro, beijo pára brisa vem e enxergo melhor.teu beijo veio com serra e fez eu cair bem onde queria.pra sempre a gravidade desses olhos luxo de vista.se vista, esse filme não cessa.é infinito memória interna.amor de tardinha não desliga a luz e mostra tudo.
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