que o mundo é muito grande e nos somos muito jovens
o que na certa nos aproxima
da dor clap do nascimento
mas nos dá a distância como caminho
a paisagem como declive, velocidade,
mais linhas do que cadernos
para preencher
o que nos retira o direito de
reclamar dos joelhos
dos pulmões e suas gruas no hay vagas
falar de neorrealismo convencendo
de amar como costureiro
revisando na silhueta doutro
as aberturas recém fechadas
pela agulha da linha do tempo
reserva de cálcio para oitenta
- yogurte e bons modus, é preciso
desaprender a fumar como os adultos
mas manter a política do filtro
em especial na fuligem dos trópicos
explicar guimarães
trocando os pingos dos olhos
pelos pingos dos ís da ênfase
ser oco que não se dobra
você tem razão talvez
o mundo seja muito grande
e já que segundo o mundo nada disso
tem a ver com crescer
pode ser que já sejamos grandes demais
e não há motivos para re-envelhecer
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
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