segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

não se pode ser Malevith para sempre

O azul atrapalha às vezes.
Seu traço delineador de feição
Se rende ao avanço do preto.
Tal como o céu que disca o dia
Se curva ao echarpe escuro da noite.
Essa é a natureza do azul.
Observe, Oskar por exemplo.
O verde diz atento o corpo ainda.
E o amarelo como as luzes
Está a demostrar depressões.
Não se pode ser Malevith para sempre.
Por isso o homem e a mulher
Se encerram na baía da cor azul.
Porque cabe a nós anoitecer um quadro.
Todos sabemos de cor a cor de caos.
Essa é a natureza do azul.
Provar que ninguém está impune de ser útero
Para a contração fim do universo.

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