Roubo a nudez dos pássaros
E de repente,
Reclama da sujeira nova
As penas a repousar em chão,
O trabalho de se acostumar.
Só o atraso sabe a hora certa.
Me deixe paciente aqui.
Simular a voltagem, sem tensão.
A tarde inclinar-se nos lábios
Decorar as minhas fraquezas.
Amanhã a terra treme e nos
Expulsa. Você vai pra São Tomé,
Eu retorno para as falsas sirenes.
Te dou a minha cota de estradas
Para que você sempre volte para si.
Um homem se recolhe, abraça
os joelhos com a pele de leite
no centro da sala. os olhos
tem para mergulhar, limpar
o aquário limbo de dentro.
sábado, 28 de janeiro de 2012
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