Tudo está a salvo
Quando a sua língua alaga
A orla de minha boca
Que tanto ao mar cede o medo
Adestrando suspiros como salva-boias
Let's get lost diz o sapatiado na pele
Na caixa de música de meu palco-cabeça
Enquanto penso em biologia under my skin
Tiro os durex das aparências pra ver se cola
Somos dois quartos preenchidos a distância
Três vezes todos os sorrisos que já escorreguei
E eu penso quando a sua língua
Mina de pólvora a minha boca
Tudo está a salvo
Ninguém dirá
Deveríamos ter trocado os aros
ou pego byebye na última lucidez
é mais seguro trocar mensagens
do que dizê-las
uma língua presa
do que o vazio de três palavras
domingo, 15 de janeiro de 2012
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